14.5.09

ZH = JORNALECO DOS RICO

Quanto tempo dura essa obra de arte? A rapaziada do Muralha Rubro-Negra é incansável. Ontem aprontaram mais uma. São a vanguarda da comunicação visual popular. Exploram o melhor veículo que existe: as ruas. Papel jornal não fala com o povo, definitivamente. Os gravatinha da ZH ficam loucos com eles. Nós, os marginais do JORNALISMO, vibramos a cada pichação.
No final de março, eles sacudiram os acomodados: a intervenção "FÁBRICA DE MENTIRAS" foi rapidamente apagada com uma pintura tosca, deixando as marcas da rebelião nas pedras do Dilúvio. Deixar uma frase dessa em frente a Zero Hora, pelo tempo mínimo que seja, é perigoso. Neguinho começa a refletir e pode se dar conta da "VERDADE" que ela carrega. Ontem o Muralha voltou lá.
Não tá Morto Quem Peleia, Pixe e Lute!!
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7 Comentários:

Anonymous Bruno disse...

Só me explica uma coisa, já q sou burro demais pra entender:

Já que a ZH é um jornal para ricos, e já q deu a entender que os autores do vandalismo não são ricos, pq se preocupar tanto com isso? Não bastaria a eles simplesmente deixar de ler o jornal da RBS? Não seria mais simples eles lerem outro tipo de jornal? Tem um excelente, feito pra pessoas de baixa renda, feito pela própria RBS: o Diário Gaúcho.

O Jornal do Comércio, tbm é feito para empresários, acionários, mas esse vcs não se lembraram.

16.5.09

 
Blogger André de Oliveira disse...

Te explico, Bruno. SEm problemas, e não acredito que tu sejas burro, de jeito nenhum.

A obra de arte do Muralha Rubro-Negra não é uma ação niilista ou um hedonismo marxista. TRata-se de contra informação, apontando o jornaleco como uma fábrica de mentiras - numa constatação da verdade que isso carrega. Não se trata de uma atitude individual de ler ou não um tipo de jornal, mas de colocar a todos o questionamento de que efeitos nocivos a leitura isenta de ZH representa para o quadro de criminalização da população pobre organizada em movimentos sociais, origem do Muralha. São eles os alvos constantes do péssimo jornalismo-RH praticado no jornaleco. Esse é o debate que se quer público: a ZH não cumpre regras básicas de jornalismo e muitas informações são de baixíssima credibilidade, por estarem imiscuidas com interesses comerciais e de classe social que não respeitam a veracidade dos fatos por eles reportados. A maioria de seus leitores desconhece essa contradição. A pichação é um alerta a essas pessoas, que estão constantemente mergulhados na onda ZH. Nunca é bom lembrar disso, né não? Garantia de liberdade de expressão, entende BRuno?
Mas têm uma questão que tu pode, inclusive, perguntar à direção da ZH: a razão de terem apagado a pichação tão rápido ali do muro. Não dar tempo e espaço à crítica, podemos considerar mais uma prova da verdade do Muralha.
Aí é que se percebe a força da arte desse coletivo, que com meio dúzia de palavras consegue fazer frente aos ricos. Mas até assim, burros coitados que insistem em dar crédito a um modelo de sociedade que ZH reproduz em subjetividades, não conseguem entender.
Agora, pessoalmente, eu não leio ZH, Bruno. É muito ruim.

18.5.09

 
Anonymous Anônimo disse...

Se o modelo de sociedade ideal é o de fomentar a pixação definitivamente temos visão oposta de mundo. O fato da ZH não fazer um bom jornal ou o jornalismo de acordo com sua vontade ideológica não é motivo nenhum para pixar espaço público. Esse é o típico movimento que faz alegrar os interesses privados de meia dúzia.

18.5.09

 
Anonymous los disse...

Claro andre , massa seria chamara bienal ai els fariam um arte em que a maioria da população nao entenderia ou nao teria nenhum contato com ela...
Quando a arte veem das ruas e expressa o sentimento dos marginalizados, ai entra o debate criminalizando nossas expressoes...
Ate quando vamos assumir o discurso moralista? Mais uma coisa se a estetica branca, morta, sem expressao e sentimento que sao os nossos muros nao refletem a posição privada de meia duzia entao to loko ne...
pixar e lutar--- sem perdao

20.5.09

 
Anonymous Anônimo disse...

Ahã! Sem perdão para o pensamento burguês, já dominaram por muito tempo, com toda modestia, chegou a nossa vez.

20.5.09

 
Anonymous Carl Marx disse...

Então, pelo o que eu entendi da réplica, o que se critica na Zero Hora, é o que se pratica nos veículos de esquerda, mas se praticado pela esquerda é "verdade nua e crua".

vão trabalhar e estudar...mas aí é ruim,né? negócio é DCE, refeição e transportes pago pelo Estado -leia-se por quem produz nesse país - enquanto o esuquema é cervejinha na night y otras cositas más.

Quem não trabalha, não produz e não estuda, não pode reclamar de ficar à margem, bando de chorões encostados.

24.9.09

 
Blogger André de Oliveira disse...

Oh, Carl Marx...

Négóciosyguinte:
Estar a margem não é um consequência de declínio social. É uma opção, politizada. Trababalhamos sempre. Nosso empenho como comunicadores populares, como coloca muito bem Slavoj Zizek, está em responder à fundamental questão realmente verdadeira nos dias de hoje: "será que o capitalismo global contém antagonismos suficientemente fortes para impedir a sua reprodução infinita"? O quê te parece quando a Zero Hora manda a Prefeitura apagar imediatamente a pixação, por medo da repercussão negativa?
Quem opta pela margem é por que entende isso e você, pelo visto, não entende nada. Vagabundear trabalhando nos coloca onde queremos estar: na construção do comunismo. Somos o antagonismo palpitante, pois não aceitamos o capitalismo como a fórmula finalmente encontrada da melhor sociedade possível e provamos isso com nossas ações. Um brinde, Carl Marx. Ao novo comunismo como uma nova hipótese da humanidade.

24.9.09

 

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